segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sobrevivendo de um passado,
sou o que não consigo esconder.







sexta-feira, 14 de maio de 2010

Orestes

Serei seus olhos quando acordar,
sua língua bífida lambe minhas feridas
e pude ver a beleza na sua deterioração.
Prendi suas mentiras em minha mente
e conscientemente as esqueci,

a vergonha que esconde você transparece cegando
meus olhos .
Escutarei você respirar e farei não sentir medo quando tudo desvanecer mesmo não podendo enfrentar a distancia.
Nada foi realmente esquecido, e as mentiras mutuam
me fazendo te fazer gritar agradável quando tua parte mundana enfraquece.
Então guarde seus lamentos para quando precisar de verdade, porque se houver arrependimento

os vermes irão comer como carne podre.
Manchas de sangue destacam-se por vezes

sobre o que você acredita cair como uma mortalha sobre seus sentidos ainda despertos de embriagues.



Te ouvi respirar.
Te vi sangrar,
e paralisei.

domingo, 2 de maio de 2010

Depoimento.

    Sempre me perguntei se, quando sofremos um trauma, e isso  fica o tempo todo na nossa cabeça, só passa com o tempo quando a gente esquece, ou quando a pessoa que nos marcou dessa forma violenta pede desculpas. Em uma das minhas postagens anteriores, mencionei sobre questionamentos que ninguém me apresenta uma resposta concreta. Bom, esse é um deles.
    Quando tentei fugir de casa ( por motivos que quase me deixaram louca) uma das pessoas que eu não queria que me visse fugindo, me bateu de uma forma tão brutal, na rua, na frente de toda a vizinhança, enquanto eu tentava me defender e pedir ajuda. Isso não ajudou muito. Enquanto as pessoas me olhava como se eu fosse um animal sendo torturado para a distração delas, eu não conseguia mais me levantar, e isso fez com que eu fosse arrastada uma quadra abaixo pelos cabelos numa rua de pedra soltas.
    Isso já faz dois anos, não concordo comigo mesma em aceitar isso como um trauma, mas ás vezes me pego pensando nisso, e sinto como se tivesse sido ontem. Ás vezes sonho com isso, e acordo sentindo a mesma dor. Eu queria poder esquecer e apagar da minha vida que isso realmente aconteceu, mas parece que isso vai continuar comigo por muito tempo.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Longe de Mim Mesmo

Estou longe de mim mesmo,



Vagando em pensamentos,


Oprimindo meus sonhos,


Desprezando meus desejos.






Longe das fantasias,


Longe dos entusiasmos,


Vivendo a realidade


Sobrevivendo de um passado.






Estou longe de mim mesmo,


Vivendo o que mais temo,


De corpo cansado e alma morrendo!


Olhos vendados, pés amarrados


Punhos fechados, amargo veneno.






Longe de mim mesmo!


No suicídio dos meus dias,


Eu vou me entorpecendo,


Matando as alegrias,


Matando-me por dentro.






Estou muito longe!


Muito longe de mim mesmo!
 
 
 
Leni Martins

sexta-feira, 19 de março de 2010

Sem Inspiração

"Não espere eu morrer para começar se importar de verdade. Então demonstre esse falso amor enquanto ainda posso te ouvir respirar, porque quando eu não respirar mais, não vou esperar mais nada de você!"
"Se eu passei a tomar atos errados como certos foi porque você não os diferenciou pra mim quando deveria"



* Postei essas frazes em textos diferentes quando ainda tinha 15 anos, decidi repostar apenas essas frazes dos textos, porque por alguma razão me sinto exatamente assim agora.



beijinhos, Wendy

segunda-feira, 8 de março de 2010

A Face Alegre da Minha Lucidez.





Notei minha lucidez numa inscinuação de repouso inacabado.
 Opressiva foi a ansiedade em recitar palavras que descrevessem talvez o que tento lembrar.
Desvanescidos por agora, todos vagos e incoerentes sentimentos oscilantes.
E inevitável foi sentir a realidade sem detestar morrer.
Pois sabe-se que existe um infinito na escuridão.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Trexo de Metzengerstein, Histórias extraordinárias , Edgar Allan Poe

... contudo, não os desviou. Pelo contrário, não podia entender a opressiva
ansiedade que parecia cair como uma mortalha sobre seus sentidos.
 Foi com dificuldade que reconciliou seus vagos e incoerentes
sentimentos com a certeza que se achava desperto.